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O Taj Mahal ao fundo do seu espelho de água, ladeado por ciprestes

Destinos

Internet na Índia: porque o SIM local é o trâmite e não a solução

Dados baratíssimos para quem vive lá e uma burocracia considerável para quem vai de visita. Como está a cobertura e o que fazer antes de aterrar.

Rubén Ortega 7 min Foto de Jovyn Chamb no Unsplash

A Índia tem dos dados móveis mais baratos do planeta e, ao mesmo tempo, dos trâmites mais incómodos para os conseguir sendo turista. Essa contradição é o que define a ligação neste destino.

O trâmite do SIM local

Activar uma linha indiana exige documentação e identificação, com fotografia e formulários, e a activação nem sempre é imediata: pode levar horas ou mais. Faz-se, e há balcões nos aeroportos internacionais, mas não é o trâmite de cinco minutos de outros países.

Por isso a Índia é dos destinos onde um eSIM instalado antes de sair muda mais o primeiro dia: aterra-se com dados, com o mapa a funcionar e com a aplicação de transportes pronta, que ali faz falta desde o primeiro minuto.

A cobertura

4G amplo em praticamente todo o país e 5G nas grandes cidades. Deli, Bombaim, Bangalore e as capitais turísticas do Rajastão estão bem cobertas, e as estradas principais também.

Os buracos aparecem em zonas rurais, nas montanhas do norte e nalguns percursos longos de comboio, que na Índia podem durar muitas horas.

Para que serve o telemóvel lá

  • As aplicações de transporte, que são a forma sensata de circular nas cidades grandes e evitam negociar cada corrida.
  • Os mapas, indispensáveis com o trânsito e a sinalização das cidades.
  • Os pagamentos por código, muito difundidos na Índia até em bancas pequenas, embora muitos sistemas locais estejam pensados para contas do país.
  • O tradutor, útil fora dos circuitos turísticos.

O que vais gastar

Entre 400 e 800 MB por dia numa viagem normal. Sobe depressa se puxares muito pelo transporte por aplicação, que consulta o mapa continuamente.

Para afinar o tamanho do plano, as contas estão em quantos gigas gastas de verdade numa viagem.

Um aviso sobre os comboios

Os bilhetes e as plataformas consultam-se por aplicação, e as mudanças de plataforma anunciam-se com pouca antecedência. Com dados, um percurso complicado resolve-se; sem dados, numa estação indiana, é outra experiência.

Perguntas frequentes

É fácil comprar um SIM local na Índia?

É possível mas incómodo: exige documentação, fotografia e formulários, e a activação pode demorar horas. Há balcões nos aeroportos internacionais.

Há boa cobertura na Índia?

Sim, 4G amplo em quase todo o país e 5G nas grandes cidades. Os buracos estão em zonas rurais, na montanha do norte e nos percursos longos de comboio.

Preciso de dados para circular na Índia?

Ajuda muito: o transporte urbano resolve-se por aplicação, os comboios consultam-se do telemóvel e o mapa é indispensável nas cidades grandes.

Quantos gigas preciso?

Entre 400 e 800 MB por dia, ou seja uns 6 a 12 GB em duas semanas.

Posso pagar com os sistemas de código locais?

Estão muito difundidos, mas muitos foram pensados para contas bancárias do país. Convém levar cartão e algum dinheiro.